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Sou a chuva no telhado

Me aventurando na escrita de poesias sobre pessoas que só existiram na minha cabeça parte 2

Sou a chuva no telhado
Me torno a gota na janela

Eu era tudo que existe
Perdido em uma vastidão de formas

Até me encontrar em teus olhos
Descobrir alegria pelo teu sorriso

Quando pisco me perco
Quando longe não existo

Escolhi ser você
Quando podia ser tudo

Escolhi ser você
Então perdi minha forma.

Peço que permita-se se tornar eu
Para que então não me perca

Me permita se tornar você
Sem que eu tenha que deixar de ser eu

Até que voltemos a ser gotas
Esquecidos para sempre

Apagadas pela chuva
E não um pelo outro

Sobre o que há de mais belo nas flores

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