Sobre o que há de mais belo nas flores
A beleza é subjetiva,
“Nos olhos de quem vê”,
Mas e quanto as flores ?
Em sua essência e formas,
Simetria que as faz atravessar até os domínios mais abstratos
Flores que muito antes dos pássaros já salvavam toda a vida de uma existência sem cor,
Cores das quais separam o tédio adulto das festas que nossos pais faziam para nós quando criança.
Aquele breve instante no qual a felicidade realmente existia.
Seria esse então o papel das flores nesse mundo ?
Nossa salvação de um infeliz universo monocromático ?
Não tenho muito contato com o presente
Não conhecia essas cores.
Aprendi durante minhas buscas,
Alheio ao mundo,
Catalogando mentalmente cada uma. Sempre incerto sobre a qual lhe entregaria.
Precisava da certeza que pegaria a mais linda.
Mas nem todas as flores do mundo estaria à altura de tal propósito,
Voltava então buscar a melhor ao meu alcance.
Um breve contato com o presente.
Por cada passo meu foco era apenas ela em mãos,
Alheio ao mundo,
Planejando todas as possíveis formas as quais lhe entregaria. E ou as incontáveis como a quão receberia.
Me lembro dos seus olhos castanhos, seus cabelos sempre no exato tom sob a pele de alguém que encanta mesmo desarrumada,
As linhas do seu sorriso e traços com aquela mesma simetria das quais tanto apreciam nas flores,
Flores que por mais belas que fossem.
só me guiavam até você.
Muito além daquele breve contato com o presente
Um viver real em meio aos incontáveis outros sem cor dos quais ainda vivo.
Agora eles parecem cada vez mais distantes
parece existir mais daquela beleza onde o extremo oposto do romântico sequer concebe. as mesmas que por tantas vezes falou sobre o quanto muito tinham a ver com o amor.
Amor que também dizem ser subjetivo.
Então, ao menos sob os meus olhos,
Sempre vou amar você,
Onde quer que esteja. Também estará comigo.
Com o que vejo de mais belo nas flores,
Com o que as tornou realmente belas para mim.
por todo lado sempre me salvando,
Daqueles infelizes universos monocromáticos




